Sintam um pouco das trilhas que esperam por você!
Levei alguns amigos privilegiados a andar pela região maravilhosa de Cambuquira
Tudo isso você pode curtir por lá. Mais um aviso! A preservação é obrigatória!


No dia 20, previa-se 88 km de trilhas. Logo na saída, sobre a barragem da represa de Furnas, um grande feito da arquitetura humana. Todos ficaram encantados, sem saber ainda que o belo estava por vir, afinal estávamos entrando em outro planeta, é o que a paisagem alucinante da região da Canastra sugere, outro mundo. Confesso que mesmo andando de moto chego a rezar em forma de agradecimento por estar fazendo o que mais gosto com o meu brinquedinho de duas rodas envolto por tanta beleza.
Incrível também são as trilhas do Rio Quebra Anzol, trilha das Aranhas, Ribeirão das Orquídeas, Morro do Português (Ufa!), Buraco da Nêga 1 (o que isso?), Ribeirão do Quilombo, com a sua cachoeira de água límpida formando uma prainha de areia branca. Foi à festa! Trilha da Serra Calçada, onde separaram os homens dos meninos. Essa fez muita gente arrepender-se de ter ido, pela dificuldade é claro, mas também por não ter ido com um grupo seleto. Imagine andar sobre a crista da serra que forma o Vale da Babilônia, indescritível, belíssimo, absurdamente lindo. Acredite - onde estávamos, poucos lá estiveram. Deixamos o deslumbramento à parte e seguimos em frente, Morro do Peitinho e Peitão (nada de mais), e indo direto a Vanda onde almoçamos às 17 horas. Bom... Depois só no sapatinho, ou melhor, só no farolzinho... 60 Km de volta até Furnas em estradas de talco, isso mesmo! Talco! Poeira vermelha, branca, azul e preta, sabem - lá, a única coisa que se via era o céu aberto estrelado e maravilhoso. Pena que não dava pra andar olhando pra cima, então o negócio era mesmo montar uma olaria ocular, fábrica de tijolos com lágrimas. Faz parte, queria o que? Asfalto? Resgate?
Na noite de Furnas, fomos todos para loja de conveniência do posto de gasolina local. Um grande telão foi montado pelo Pardini e através de um projetor vimos o filme, fotos do dia, muita risada e história para relembrar, gozação quase não teve...
Domingo dia 21, pela manhã, não andamos nem 200 metros de rua e já estávamos na boca da trilha, mais outros 80 km percurso, e tome pedra, quanta pedra! E o bom é que dava para acelerar tudo em trechos sinuosos com cascalho branco, ideal para pegar braço. Seguimos pelas trilhas da Barriguinha, das Pedreiras, Tobogã (onde ninguém escorrega, rola), Estradinha do VHF (pega bem rapaz!), Barragem de Furnas, passagem sobre as comportas novamente, Trilha do Quebra Anzol Veio (não é a mesma), Trilha do Paraíso Perdido. Não sei o que tirava mais o fôlego: O grau de dificuldade ou a paisagem. Na verdade acho que são os dois... Almoçamos na Trilha dos Canteiros. No final da tarde o cansaço era visível, mas a satisfação era plena.